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Ford Brasil: totalmente global até 2015

“De 2012 a 2015 todo o nosso portfólio será de produtos globais. Por isso preparem-se para encontrar bastante conosco nos próximos anos, pois teremos muitas novidades a apresentar.” Assim, sem muito alarde, Marcos de Oliveira (foto), presidente da Ford Brasil e Mercosul, revelou parte até então camuflada da estratégia da fabricante para o futuro próximo no mercado brasileiro, pouco antes de jantar com jornalistas na quarta-feira, 5, como parte da programação de apresentação do recém-chegado New Fiesta Hatch, em Punta del Este, Uruguai. 

Com essa nova informação, Oliveira jogou alguma luz sobre afirmações feitas em entrevista à revista Automotive Businessainda em abril passado. Na ocasião, o executivo já dizia: “Até agora foram feitas apenas adaptações de modelos internacionais. A globalização real vai começar de fato agora, com desenvolvimento global de produtos pensados para atender consumidores de diversos mercados, inclusive os brasileiros.” 

Significa que nos próximos quatro anos a Ford irá de fato retomar o caminho da globalização, abandonado na metade da última década, quando a fabricante centrou esforços em produtos regionais, focados só no Mercosul, como é o caso do Ka e Fiesta RoCam fabricados só no Brasil, que exceto pelos nomes mundiais são diferentes daqueles que a Ford produz em outros países – caso do New Fiesta importado do México, que convive aqui com seu predecessor dilapidado das soluções tecnológicas mais avançadas. 

“Vamos passar a incorporar tecnologias globais aos carros feitos no Brasil a partir do novo EcoSport, será a tendência natural de evolução de nossos produtos”, disse ele a Automotive Business ao responder à questão se um dia a Ford produziria em fábricas brasileiras veículos com o mesmo nível de inclusão tecnológica do New Fiesta apresentado no Uruguai (leia aqui). Essa troca de estratégia começa a aparecer ainda no início de 2012, com a apresentação do novo EcoSport, que vem sendo já há dois anos desenvolvido no centro de engenharia brasileiro da Ford, em Camaçari (BA), para ser fabricado em diversos outras plantas da Ford no mundo. Oliveira não revela a data exata da chegada do modelo, mas confirma que ele é o divisor de águas da operação no Brasil.

Também sem confirmar a sequência dos projetos, o presidente da Ford disse que todo o portfólio será renovado com projetos globais tocados tanto aqui como por qualquer um dos cinco centros de desenvolvimento do grupo. Pode-se esperar, portanto (conclusão nossa), que a nova picape Ranger, desta vez um modelo global, deve chegar também no ano que vem, para ser produzida na Argentina, assim como lá também deverá desembarcar a nova geração do Focus. Depois disso, mais para o fim do ciclo de renovação, será a vez dos compactos, com grande possibilidade de se fabricar no Brasil a nova linha Fiesta que hoje chega importada do México (mais uma conclusão nossa sempre respondida por representantes da Ford com a frase “isso eu não posso falar”). Mas isso, claro, Oliveira deixa para confirmar nos próximos encontros que, como ele mesmo avisou, serão muitos. 

Fonte: Automotive Business

Ford Dimas

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