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Ford Crown Victoria

Conhecido como táxi e carro de polícia nos últimos anos, nasceu refinado na Detroit dos anos 50.

Vários clássicos justificam a fama de era de ouro da Detroit dos anos 50. Na Ford, depois do Thunderbird, nenhum outro modelo impressionou tanto o mercado como o Crown Victoria 1955. Versão do Fairlane, esse sedã de duas portas encantou o público pelo estilo - e que estilo. Ficou célebre por suas colunas centrais, que eram unidas numa barra de inox, for- mando uma espécie de tiara. A pintura saia-e-blusa era dividida por um friso lateral que lembrava as asas de uma gaivota. O para-brisa envolvente, como o introduzido por Chevrolet Corvette e Cadillac Eldo- rado de 1953, marcava uma nova geração dos Ford de passeio. O teto sobre o banco dianteiro podia ser de um acrílico transparente chamado Plexiglas, um opcional que arrematava o mito, apelidado de Cro- wnVic. Sob o capô, em geral, havia umV8 4.5 de 162 cv, que ganhava 20 cv com o carburador de corpo quádruplo e o escapamento duplo, opcionais - mas o modelo básico tinha um seis-cilindros 3.6 de 120 cv. O câmbio era de três marchas, manual ou automáti- co. Numa época de carros tão grandes, coloridos e cromados, a marca criou com o CrownVic uma ima- gem de sofisticação que não era associada aos Ford.

O exemplar 1955 das fotos é mantido há 32 anos por Julio e Nelson Ott, ex-funcionários da Ford, pai e filho. Como num Porsche, a partida fica à esquerda. Apesar da maciez dos bancos inteiriços, um terceiro passageiro no centro fica mal acomodado devido ao ressalto do túnel da transmissão. Um apoio de braço retrátil divide o banco de trás. A direção hidráulica é enorme, fina e fiel ao transmitir irregularidades do piso. Na coluna está a alavanca do câmbio automáti- co, de trocas suaves. O alto torque do V8 está quase todo disponível em baixo giro e a suspensão é típica dos americanos da época, bem macia.

Para a linha 1956, o seis-cilindros ganhou 137 cv e o V8 passou a ser o mesmo do Thunderbird, de 202 cv. Painel estofado, travas duplas de portas e volante em forma de cálice aprimoraram a segurança. Mesmo assim, as vendas caíram e aos dois anos ele saiu de catálogo. Mas o nome era tão forte que retornaria em 1980, como versão top da família LTD e, em 1992, como modelo próprio. Nessa fase, o design cativante tinha dado lugar à robustez mecânica e ao farto espa- ço interno, o que foi cultivando através dos anos sua fama de ideal para táxis ou carros de polícia (veja ao lado). Em setembro deste ano, enfim, a Ford encer- rou sua produção, dando cabo da linhagem do Crown Vic, que nasceu nobre e no decorrer das décadas aca- bou se aproximando cada vez mais do povo.

 

Fonte: Quatro Rodas 

Ford Dimas

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