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Ford encerra marca Mercury e expande Lincoln

A Ford anunciou nesta quarta-feira (2) que irá encerrar a produção de veículos da marca Mercury no segundo semestre de 2010. A decisão surgiu da queda da participação da Mercury no mercado norte-americano, que atualmente é de 0,8%. Com o final da produção, a Ford irá expandir a subsidiária Lincoln e planeja lançar sete novos modelos nos próximos quatro anos.

A expansão da Lincoln inclui maior investimento financeiro para desenvolvimento de novos produtos, marketing e serviços aos clientes. A fabricante planeja lançar seu primeiro veículo do segmento C, novos motores V6 e maior economia de combustível em todos os modelos.

Proprietários de veículos Mercury continuarão a ter acesso a peças de reposição e ao atendimento ao consumidor da Ford. "Estamos 100% empenhados em dar apoio aos proprietários através de concessionárias Ford e Lincoln e trabalhando duro para mantê-los como clientes valiosos no futuro", afirmou o presidente da Ford nas Americas, Mark Fields.


CONHEÇA A HISTÓRIA DA MARCA MERCURY

O primeiro Mercury foi lançado em 1939 por Edsel Ford, filho de Henry Ford, em contraposição ao modelo Lincoln elitista. Mas, como outras marcas secundárias de dois outros construtores americanos, Chrysler e General Motors - "Plymouth e Oldsmobile -, a Mercury foi vítima, ao mesmo tempo de uma grande concorrência e de uma falta de diferenciação em relação a outros modelos do grupo.

O nome "Mercury" foi escolhido em referência a Mercúrio, o deus do comércio e das viagens na mitologia romana. O primeiro modelo, Mercury Eight, dotado de um motor de 95 cavalos, mais potente, vendeu bem, antes da interrupção da produção durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1950, a produção do Mercury Eight chegava a 334.081 veículos, distinguindo-se, então, por seus para-choques peculiares, para-brisa dividido ao meio e um painel parecido com o de um avião.

Um toque hollywoodiano marcou o Mercury modelo 1949 que James Dean dirigiu em 1955 em "Juventude Transviada".

A partir de 1960, houve mudança de imagem: a linha Mercury adotou carros menores e mais sóbrios, mantendo um certo luxo, com os modelos Comet e Meteor.

O Comet se impôs numa competição em Daytona, o que lhe permitiu uma boa venda, enquanto que o Cougar, mais próximo do Ford Mustang, lançado no final da década, seduziu os amantes de carros potentes.

Nos anos 1970, a marca reduziu ainda mais seus modelos, sob o impacto do choque do petróleo que levou a clientela a procurar carros de menor consumo de gasolina: Mercury comercializou nos Estados Unidos o modelo Capri fabricado na Europa, depois um modelo renovado do Cougar, que se tornou um best-seller no final da década, antes do lançamento do Lynx.

Em 1986, a Mercury retornou à linha aerodinâmica com o Sable, com base no grande sucesso da Ford, o Taurus. Mas nos anos 1990, a marca começou a decadência.


Fonte: http://g1.globo.com/carros/
Ford Dimas

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