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Ford Fusion Hybrid 2017 quer ser luxo consciente

Fusion Hybrid custa R$ 159.500

Após lançar as versões 2017 do Fusion, agora é a vez da Ford voltar a comercializar a versão híbrida do modelo, a Hybrid. O modelo traz todos os equipamentos de série da versão Titanium AWD, mais completa, e um conjunto aliando propulsão convencional com elétrica atrelado a um câmbio CVT. Apesar de toda a parafernália eletrônica embarcada, o Fusion Hybrid custa R$ 159.500, pouco acima dos R$ 154.500 cobrados pelo Fusion normal mais completo.

Diferenças grandes como o carro

As medidas do Fusion Hybrid são similares em relação às outras versões do sedã. Assim, ele mede 4,87 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,48 m de altura e tem 2,85 m de entre-eixos. Porém, apesar do acréscimo do motor elétrico, o carro pesa 1670 kg, sendo mais leve que o Fusion Titanium AWD, que tem 1.718 kg. O porta-malas, onde fica abrigado o conjunto de baterias, é comprometido por isso, abrigando cerca de 390 litros contra os 514 litros das demais configurações.

A lista de equipamentos de série é a mesma da versão mais completa, compreendendo direção elétrica, oito airbags, controle de cruzeiro adaptativo, sistema de detecção de pedestres, assistente de mudança de faixa, cintos traseiros laterais infláveis, teto solar elétrico, faróis de LED, chave presencial, bancos de couro com regulagem elétrica e memória e a tela central multimídia SYNC 3 com conectividade via Bluetooth e USB além do espelhamento de smartphones pelos aplicativos Android Auto e Apple Car Play.

As diferenças internas são difíceis de serem notadas, concentrando-se mais nos adesivos específicos da versão híbrida. Embaixo do capô, porém, difícil mesmo é reconhecer o carro. Enquanto os demais Fusion usam motores 2.5 flex ou 2.0 turbo de ciclo Otto, o híbrido usa um 2.0 aspirado de ciclo Atkinson, mais eficiente. Sozinho, seu motor a combustão gera 143 cv de potência e 17,8 kgfm de torque rodando somente com gasolina. A Ford não divulga a potência isolada do propulsor elétrico, mas, juntos, são capazes de entregar 190 cv no total.

Mais que combinar um motor a combustão com um elétrico, o Fusion híbrido tem algumas alterações importantes para procurar o máximo de eficiência. O compressor do ar-condicionado, por exemplo, é elétrico, não dependendo do motor a gasolina ligado para refrigerar a cabine. Como o Hybrid não é do tipo que pode ser carregado nas tomadas, os freios utilizam um sistema de recuperação de energia cinética para ajudar a carregar as baterias. Esse processo de uso e carregamento pode ser acompanhado por meio das duas telas digitais do Fusion, que no caso do Hybrid possuem mais funções para monitorar a condução.

O câmbio também merece destaque. É do tipo CVT, com relações continuamente variáveis, que é mais eficiente que o automático de seis velocidades dos demais Fusion. Porém, para ser mais eficiente, também faz a vez de motor de partida. Assim, são poucos os periféricos que podem roubar energia do motor.

A tranquilidade no rodar de quem sabe que quase não polui

Um dos maiores indícios de que o trabalho da Ford deu certo na eletrificação do Fusion é o seu consumo atestado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). Como o motor elétrico dá mais auxílio nas respostas e para tirar o carro da imobilidade, na cidade o Fusion Hybrid é mais econômico: 16,8 km/l. Na estrada o número é de 15,1 km/l.

Dirigindo, é difícil notar que se trata de um sedã híbrido, pois seu comportamento dinâmico é praticamente o mesmo das demais configurações do Fusion. Por dentro nota-se apenas os instrumentos extras nas telas para monitorar a eficiência do conjunto e o botão “L” no câmbio no lugar da função Sport. No Hybrid, sua função é manter as rotações do motor mais altas para ladeiras ou para dizer ao carro que o motorista necessita de mais freio motor, como no caso de uma descida constante, por exemplo.

Apesar do breve contato, o Fusion Hybrid causou uma boa impressão por seu silêncio a bordo, ajudado também por um sistema de cancelamento de ruído que utiliza microfones dentro da cabine para identificar os barulhos e emitir uma frequência para cancelá-los por meio das caixas de som. Como o motor de arranque na verdade é o câmbio, o funcionamento do sistema start/stop é bem tranquilo, não há vibrações perceptíveis, e a transição entre o motor elétrico e o de combustão só é percebida pelo ruído do motor.

Vai vender? – A Ford não abre as perspectivas de venda, mas afirma que o Hybrid deve permanecer representando cerca de 5% das vendas totais do Fusion. Com um preço muito próximo às demais configurações e um sistema híbrido que não compromete a vida de sedã executivo, o Ford Fusion Hybrid pode ser o incentivo que faltava para uma parcela maior do público entrar em contato com esse tipo de tecnologia que, infelizmente, ainda é rara no Brasil.

Ford Dimas

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