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Novo começo para o Ford Edge

A Ford vai começar tudo outra vez com o crossover Edge, com a introdução no Brasil da nova geração do modelo, que está à venda nas concessionárias desde o fim de novembro. A primeira geração do Edge, lançada aqui no fim de 2008, chegou em momento desfavorável, passou quase despercebida e nunca teve desempenho comercial relevante: durante 2009 vendeu 100 unidades por mês, em média. Apresentado ao público brasileiro pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, o novo Edge já fez bem melhor. “Antes mesmo de fechar um mês completo nas revendas foram negociados 210 veículos”, conta Lucíola Almeida, gerente de marketing da Ford.

A estratégia da Ford para relançar o modelo foi reduzir o preço e oferecer um carro com visual novo e pacote tecnológico mais completo, maior que o da que a concorrência. A versão de entrada do novo Edge, a SEL, agora parte de R$ 122,1 mil, ou R$ 8,8 mil a menos do que os R$ 130,9 mil que custava o antigo. O Edge Limited, topo de linha, sai por R$ 133,9 mil (contra R$ 139,8 mil antes), ou R$ 142,6 mil com teto solar panorâmico. Claro que a taxa de câmbio favorável ajudou na redução.

Esses preços colocam o Edge em ligeira vantagem sobre o que a Ford considera ser os principais concorrentes, o Toyota Hilux SW4 (R$ 149,4 mil) e o Hyundai Veracruz (R$ 139,9 mil). Existem opções mais baratas de crossovers no mercado brasileiro, como o Chevrolet Captiva, que custa R$ 99,9 mil em na versão 3.6 V6 4x4, a mais próxima do Edge. Contudo, a Ford alega que são modelos menores tanto em tamanho como em pacote de equipamentos.

É por aí que a Ford espera conquistar clientes premium, predominantemente das classes A e B, para os quais começou a fazer apresentações do Edge já no Salão do Automóvel. “O mercado de crossovers é relativamente novo no Brasil, mas apresenta tendência de crescimento”, avalia Lucíola. A Ford não divulga quanto estima vender, mas com o Edge a marca pretende se colocar melhor no segmento que chama de “utilitários médios”, que segundo números apresentados pela empresa passou de 15,2 mil unidades em 2006 para algo como 40 mil este ano.


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O novo Edge é bem amarrado com a identidade visual mundial da Ford, chamada de “kinetic design”, com linhas fluidas, que transmitem movimento mesmo quando o carro está parado. Houve significativa evolução embaixo do capô, onde o motor Duratec 3.5 V6 entrega até 289 cavalos, fazendo do Edge o mais potente entre os concorrentes. O ganho foi de 20 cv sobre o motor anterior, mas ainda assim o veículo ficou 10% mais econômico, fazendo médias de 8,6 km/l na cidade e 12,7 km/l na estrada, segundo medições da Ford. O câmbio automático de seis velocidades também funciona com trocas manuais sequenciais por meio de um pequeno botão instalado na manopla.

Em segurança, o Edge é o modelo mais premiado da Ford nos Estados Unidos. Entre diversos equipamentos, ele tem seis airbags, sistema de ajustamento dos bancos e pré-tencionamento dos cintos de segurança em caso de colisão, freios com ABS e distribuição eletrônica de frenagem (EBD), tração AWD integral com controle de estabilidade, monitor de pressão dos pneus, sensor de ponto cego (um aviso luminoso nos retrovisores externos avisa sobre a presença de veículos fora do campo de visão), além de câmera de ré e sensor de tráfego cruzado na traseira, que alerta sobre a aproximação de veículos quando se está saindo de ré de uma vaga de estacionamento.

O Edge traz ainda muitas comodidades tecnológicas, encontradas no Brasil só em modelos importados de alta gama. Quase tudo no interior pode ser controlado nos botões do volante ou na tela de LCD de 8 polegadas, sensível ao toque, instalada no amplo console central. Existe também conexão sem fio para celular, sistema de som Sony de 390 W com 12 alto-falantes e central de mídia com entradas USB, SD Card e RCA para áudio e vídeo. A navegação por GPS, entretanto, não está configurada para o Brasil, e os comandos por voz só são atendidos em inglês, francês ou espanhol. A Ford considera que não há volume suficiente para justificar a configuração local.

A chave é eletrônica. Com ela no bolso, basta se aproximar do veículo, tocar na maçaneta e as portas são destravadas automaticamente. Dentro do carro, é só pressionar o botão de partida. Mas o motor também pode ser ligado à distância, acionando também o ar-condicionado. E a chave reserva tem uma espécie de “controle para os filhos”, pois pode receber programações especiais, para impedir o desligamento dos sistemas de segurança e limitar a velocidade máxima a 130 km/h e o volume do som a 45% do máximo. Assim, sem poder correr demais, nem ouvir o som muito alto, espera-se que os filhos não estraguem o caro “brinquedo” dos pais.

Foto: Ford Edge

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