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Uma conversa com J Mays, chefe de design da Ford

Designer do novo Focus fala sobre EcoSport, novo subcompacto e modelos brasileiros

Durante um jantar no Museu Henry Ford, em Dearborn (EUA), Autoesporte conversou com o chefe global de design do Grupo Ford, J Mays. Sem papas na língua, o norte-americano abordou vários assuntos.

Sobre o novo Fusion: Nossa proposta foi criar um sedã premium que passasse a impressão aos consumidores de custar US$ 5 mil mais caro do que realmente custa. Para ser premium, o carro não precisa gritar. O importante é ter um estilo marcante, que crie desejo de consumo não só durante o lançamento, mas por muitos anos. Os faróis, por exemplo, estavam ficando exageradamente grandes nos carros do segmento. No Fusion, optamos por uma linha estreita. Seu objetivo é unicamente iluminar o caminho adiante.

Estepe aparente do novo EcoSport: Eu preferia que o estepe ficasse escondido, mas as pesquisas com o publico brasileiro apontaram a necessidade de manter o estepe na tampa. Acho uma solução antiga, que está saindo de moda. Mas tem a vantagem de aumentar o espaço para bagagem.

Novo subcompacto global: O ideal seria um modelo para todo o mundo, mas está difícil conciliar os interesses da Europa e dos países emergentes.

Fusão Fiat/Chrysler: Os designers do grupo terão um desafio gigantesco para criar identidades para os novos produtos. Há algumas soluções interessantes, como o novo Dodge Dart, mas é difícil conciliar duas escolas tão distintas. Do lado da Fiat, os modelos mais belos são os da Alfa Romeo, mas por algum motivo eles não vendem.

Mercado indiano: Será o terceiro maior do mundo em alguns anos. No primeiro dia do Salão de Nova Déli, 700 mil visitantes apareceram e as portas tiveram de ser fechadas para evitar mais confusão. É um mercado em franca evolução, ansioso por carros melhores.

Tata Nano: O projeto é interessante, mas foi prejudicado pelo mantra de ser o carro mais barato do mundo. Bateram tanto nessa tecla que espantaram muitos potenciais clientes.

Designers brasileiros: São inexperientes, mas por outro lado são os que aprendem mais rápido entre os nossos 11 centros de design globais. Procuro colocá-los por um tempo em outros países, para que adquiram novos conceitos.

Carros pequenos nos EUA: o New Fiesta é pequeno demais para o mercado americano. O ideal seria um modelo com o porte entre o do Fiesta e do Focus, mas isso está fora de nossos planos de projetos globais.

 

Fonte: Revista Auto Esporte

Ford Dimas

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